domingo, 28 de março de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

COP 15 por Leonardo Boff

COP 15, realmente, foi um grande fracasso e uma imensa frustração para quem ainda tinha alguma esperança de "salvar o mundo".
Deixo vocês com as palavras do teoóogo Leonardo Boff sobre essa "treva".
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É a treva: rumo ao desastre

Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Isabelle Drummond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:"É a treva". Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.

O Presidente Lula, em sua corajosa intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade: faltou-nos inteligência? porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos. Obama não trouxe nada de novo. Foi imperial, ao impor minuciosas condições aos pobres.

Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, pelo controle do aquecimento para que não seja catastrófico. Depois de Copenhague mudou a consciência coletiva da humanidade. Se irrompeu essa consciência por que não se chegou a nenhum consenso?

Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 em Copenhague: o grande vilão é o modo de produção capi talista, mundialmente articulado, com sua correspondente cultura consumista. Enquanto for mantido, será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra. Para ele o que conta é o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição. Faz tempo que ele distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios.

Por isso, ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até extenuá-la. Se assume o discurso ecológico é para ter mais ganhos

Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos "pro tempore" e pratica trabalho infantil em vários paises.

Os negociadores e os líderes políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre o lobo e o cordeiro, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e aquele que a devasta sem piedade?

Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15. O único que ergueu a voz, solitária, como um ?louco? numa sociedade de "sábios", foi o presidente Evo Morales, da Bolívia: "Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra".

Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de forjar consensos porque pouco lhe importam a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.

Leonardo Boff é autor de A opção-Terra. A solução para a Terra não cai do céu, Record 2008.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Programação do 4º Festival Se Rasgum


Saiu a escalação do 4º Festival Se Rasgum:
http://www.serasgum.com.br/?p=672

O tradicional, o original e o novo em Belém do Pará: 4° Festival Se Rasgum anuncia escalação oficial.

Sexta – 13 de novembro

Nação Zumbi (PE)
Tecnoshow (PA)
Bonde do Rolê (PR)
Gork (SP)
Juca Culatra & Power Trio (PA)
Pro.eFX c/ Arcanjo Ras (PA/SP)
Dead Lovers Twisted Hearts (BH)
Cérebro Eletrônico (SP)
Trio Manari (PA)
Ataque Fantasma (PA)
The Baudelaires (PA)

Sábado – 14 de novembro

Pato Fu (MG)
Música Magneta – Dj Dolores, Pio Lobato e Mestre Vieira (PA/PE)
Comunidade Nin-Jitsu (RS)
Digital Dubs com BNegão e Ras Bernardo (RJ)
Pinduca (PA)
Marku Ribas (MG)
Milocovik (SP)
Johny Rockstar (PA)
Radiotape (MG)
Dharma Burns (PA)
Aeroplano (PA)

Domingo – 15 de novembro

Velhas Virgens (SP)
Stress (PA)
Matanza (RJ)
Delinquentes (PA)
Hablan Por La Espalda (URU)
AMP (PE)
Retrofoguetes (BA)
Inverso Falante (PA)
Sincera (PA)
Godzilla (AP)
Clube de Vanguarda Celestial (PA)

*Ordem inversa de apresentação

Mundo Livre S/A no Esquenta do Festival Se Rasgum


Esquenta do Festival traz a Belém Mundo Livre S/A
Dia 25/10, domingo no Hotel Gold Mar

No dia 25 de outubro, véspera de feriado, a banda pernambucana se apresenta ao lado de Metaleiras da Amazônia e Pio Lobato & Suposto Projeto nos preparativos para o 4° Festival Se Rasgum
A menos de um mês da quarta edição do Festival Se Rasgum, uma das bandas mais importantes da história recente da música brasileira se apresenta no Esquenta do Festival, dia 25 de outubro, no Hotel Gold Mar. Os pernambucanos do Mundo Livre S/A chegam pela segunda vez a Belém pelas mãos da Se Rasgum para embalar o clima de expectativa pelo maior evento de música do estado. A festa, que conta com um pôr-do-sol de véspera de feriado à beira do rio, promove a atmosfera perfeita para shows de abertura das Metaleiras da Amazônia e Pio Lobato & Suposto Projeto, além dos DJs Se Rasgum e do DJ Patrick Tor4. Os ingressos estarão à venda a partir da próxima segunda-feira (19).
O evento esquenta as expectativas do público paraense para o 4º Festival Se Rasgum, que acontece nos dias 13, 14 e 15 de novembro em Belém. Para o Esquenta, a Se Rasgum preparou uma promoção que vai premiar com passaporte para os três dias do Festival e kit do evento (com CD, caneca, sacola e outros brindes) o autor do melhor set de música brasileira. Além da premiação, o vencedor ainda vai discotecar entre as atrações de abertura do show do Mundo Livre. O segundo melhor set também leva entradas para o Esquenta.


SERVIÇO:

Esquenta para o 4° Festival Se Rasgum. Shows de Mundo Livre S/A (PE), Metaleiras da Amazônia e Pio Lobato & Suposto Projeto. Participação DJs Se Rasgum e Patrick Tor4
Dia 25 de outubro (véspera do Recírio), a partir das 18h
Ingressos: R$ 15 antecipados na Ná Figueredo (Gentil 449) e Colcci (Pátio Belém e Braz) e antes das 18h. Após as 18h, R$ 20
Local: Hotel Gold Mar (Rua Prof. Nelson Ribeiro, 132, próximo à Fundação Curro Velho. Belém-PA)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Festa da Greenvision - Amanhã!


Lançamento do vídeo clipe "Japan Pop Show", da banda Curumin (SP), no Boteco São Matheus (Belém), nesta quinta-feira (24/09).

Com shows de Curumin (SP), DJ Maderito & David Sampler (Tecnobrega) e Juca Culatra & Power Trio.
DJ's convidados: Patrick Tor4, Xarope (Meachuta) e Marcel Arêde (lindo!).

Serão exibidos trechos do filme "Brega S/A", que estreia na MTV Brasil no dia 03/10.
Ingressos Limitadíssimos

Os ingressos podem ser comprados na loja Ná Figueredo, da Gentil Bittencourt.

Apareçam, que vai ser sensacional!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

No ritmo da indignação à sentença proferida pelo juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da capital, condenando o jornalista Lúcio Flávio Pinto a pagar uma indenização de R$ 30 mil aos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, proprietários das Organizações Romulo Maiorana, e que ainda obriga o jornalista a não mais referir-se aos irmãos em seus próximos artigos, foi criado um blog chamado "Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto", onde um abaixoassinado em apoio a Lúcio está recolhendo assinaturas.

Participe!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Um "tour" pela Avenida Nazaré

Moro na Av. Nazaré há mais de 20 anos e posso dizer com segurança que, em tempo algum, vi minha rua tão largada, imunda e perigosa como está hoje.

Sou super pedestre, ando diariamente pela Av. Nazaré quase inteira, por dois indignos motivos: não sei dirigir e não tenho carro (até tenho carteira de motorista, mas ela não me serve de nada, até porque está vencida desde 2007).

Por andar tanto por essa rua, eu sei que posso reclamar e ficar aborrecida, com toda autoridade do mundo, ao ver essa favelização de uma das principais avenidas de Belém.

As calçadas são totalmente irregulares, feitas com umas pedras que devem datar da Belle Époque e, como ninguém cuida disso, estão todas quebradas e imundas em toda extensão da avenida. É um verdadeira desrespeito com so pedestres, principalmente com aqueles que são deficientes físicos.

A iluminação noturna é péssima. Aquelas lâmpadas alaranjadas dos postes pouco iluminam e, somadas às luzes verdes que resolverão pindurar nas árvores (que também não favorecem em nada a iluminação), são um prato cheio pros bandidos que dão plantão pela área, e eles são muitos.

Quando o assunto é bandidagem, hippie fedorento e mendigo a Av. Nazaré está muito bem servida. Vou começar a descrever tudo pelo quarteirão onde moro, só pra vocês sentirem o pânico que é.

Na calçada do meu prédio, todas as noites, um mendigo todo pop, com fones de ouvido e tudo, se instala e faz do lugar sua morada. Ele usa muito bem o espaço que, durante a manhã, também é a entrada de algumas lojinhas. Usa tão bem o local que, inclusive, faz suas necessidades fisiológicas todas ali mesmo e revira todo o lixo do meu prédio, deixando tudo exposto na calçada.

Acho que nem preciso dizer que todos os dias o fedor é grande e que, todas as manhãs, os funcionários das lojinhas têm que fazer limpeza no local, né? É terrível!

Não muito distante, ainda no mesmo quarteirão e calçada, existe um terreno, com uma casa aparentemente abandonada, que pertence à uma família rica de Belém (prefiro não citar nomes) que teve muitos problemas. A história, em resumo, é que o pai morreu, e deixou uma herança pros seus dois filhos. Um deles resolveu matar o outro irmão, o fez, e foi preso.

Não me perguntem a quantas anda esse cara que matou o irmão porque, siceramente, eu não sei. O que sei é que esse terreno, com a antiga casa da família, hoje serve de "point" de encontro para marginais que circulam pelo bairro.

É um verdadeiro horror! O local fede muito porque a bandidagem inteira faz de lá um banheiro a céu aberto, além de praticarem atos sexuais e ilícitos, como uso de drogas. Claro, o terreno também serve de esconderijo para eles, já que é tapado por um muro e um "outdoor".

Já tentaram bloquear a passagem para o interior do terreno, colocando cacos de vidros nas arestas do muro, mas de nada adiantou. A pivetada quebrou os vidros, lixou o muro e continuam entrando livremente.

Uma amiga, que mora em um prédio que fica, praticamente, ao lado desse antro disse que já viu barbaridades acontecendo ali. "Lá rola de tudo que é ruim e puderes imaginar", me disse horrorisada.

É realmente um transtorno passar pela frente desse lugar. É muito perigoso e o cheiro que exala dá ânsia de vômito.

No quarteirão seguinte, em frente às Lojas Americanas, uma comunidade de vendedores hippies se instalou, com barracas de camping, inclusive.

É, eles estão morando lá, durante a noite. No resto do dia vendem seus artesanatos e fedem ao ar livre. Nem dá vontade de entrar na loja, porque toda aquela quantidade de hippie tentando te vender alguma coisa, na calçada, incomoda muito. Junto com eles também ficam os vendedores de DVD's pirata.

Em frente às lojas Americanas, atravessando a rua, temos o Centro Arquitetônico de Nazaré, mais conhecido como CAN. A calçada do CAN é super mal iluminada, o ponto de ônibus que lá existe é sempre muito cheio de todo tipo de gente e vendedores ambulantes. Nunca se sabe se passar por lá é seguro. O mesmo posso dizer o quarteirão seguinte, nas laterais da Basílica de Nazaré... um breu! Inclusive, vale dizer, já fui assalatada lá.

Ano passado, trabalhei em um órgão público que tem sede na Av. Nazaré, bem no início dela, e isso me obrigava a andar a avenida inteira. Era incrível como todos os dia eu tinha algum tipo de problema no trajeto, seja com a sujeira, com os vendedores ambulantes e bancas de comidas nas calçadas (que são muitos), como com buracos e poças de água apodrecidas, onde eu "resolvia" cair.

Acho que nem preciso me alongar muito nos relatos sobre minha rua pra todos perceberem o verdadeiro abandono por que passa nossa cidade. Sim, nossa cidade, porque se a Av. Nazaré, localizada em um bairro "nobre" de Belém está assim, imagine o resto da cidade, não é? É nem precisamos imaginar, nós vivemos esse abandono diariamente.

Todo dia muitos assaltos acontecem aos arredores do meu prédio, e não é raro alguém ser assaltado em frente a ele. Na Joaquim Nabuco (a ruazinha em frente ao Clube do Remo, esquina do meu prádio) então, só dá assalto e tiroteio.

É verdadeiramente muito incômodo pra mim ter que conviver com toda essa selvageria urbana.

Welcome à odisseia do meu dia a dia!